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1. ESCALAS
1.1.
Uso
Através do Desenho Arquitetônico o arquiteto ou o desenhista gera
os documentos necessários para as construções. Esses são reproduzidos
em "pranchas", isto é, folhas de papel com dimensões padronizadas,
por norma técnica, onde o espaço utilizável é delimitado por linhas
chamadas de margens. Uma prancha "A4", por exemplo, tem 21cm de largura
por 29,7cm de altura e espaço utilizável de 17,5 cm de largura por
27,7 cm de altura. Desta forma se tivermos que desenhar a planta,
o corte e a fachada de uma edificação, nesta prancha, estes deverão
estar em ESCALA. As escalas são encontradas em réguas próprias, chamadas
de escalímetros. Como este é um projeto pequeno, como tudo indica,
em função do tamanho de prancha escolhida, podemos desenhar na escala
de 1:100 (ou 1/100). Isso significa que o desenho estará 100 vezes
menor que a verdadeira dimensão (VG). Então, se estamos desenhando
uma porta de nosso projeto, com 1 metro de largura (VG), ela aparecerá
no desenho, em escala, com 1 cm de comprimento. Se escolhermos 1:50
(ou 1/50) o desenho será 50 vezes menor, e assim por diante. Como
podemos observar, o tamanho do desenho produzido é inversamente proporcional
ao valor da escala. Por exemplo: um desenho produzido na escala de
1:50 é maior do que ele na escala de 1:200.
1.2.
A utilização das escalas
Um dos fatores que determina a escala de um desenho é a necessidade
de detalhe da informação. Normalmente, na etapa de projeto executivo,
quando os elementos da construção estão sendo desenhados para serem
executados, como por exemplo as esquadrias (portas, janelas, etc),
normalmente as desenhamos o mais próximo possível do tamanho real.
Há quem goste de desenhar na escala de 1:1. Ou seja no tamanho verdadeiro.
Isso facilita a visualização da dimensão real das peças, as vezes
de extrema importância para o projetista ou construtor. Outro fator
que influencia a escolha da escala é o tamanho do projeto. Prédios
muito longos ou grandes extensões urbanizadas em geral são desenhados
nas escalas de 1:500 ou 1:1000. Isto visando não fragmentar o projeto,
o que quando ocorre dificulta as vezes a sua compreensão.
1.3.
Escalas recomendadas
· Escala de 1:1, 1:2, 1:5 e 1:10 - Detalhamentos em geral;
· 1:20 e 1:25 - Ampliações de banheiros, cozinhas ou outros compartimentos;
· 1:50 - É a escala mais indicada e usada para desenhos de plantas,
cortes e fachadas de projetos arquitetônicos;
· 1:75 - Juntamente com a de 1:25, é utilizada apenas em desenhos
de apresentação que não necessitem ir para a obra.
· 1:100 - Opção para plantas, cortes e fachadas quando é inviável
o uso de 1:50. Plantas de situação e paisagismo. Também para desenhos
de estudos que não necessitem de muitos detalhes;
· 1:175 - Para estudos ou desenhos que não vão para a obra;
· 1:200 e 1:250- Para plantas, cortes e fachadas de grandes projetos,
plantas de situação, localização, topografia, paisagismo e desenho
urbano; · 1:500 e 1:1000 - Planta de localização, paisagismo, urbanismo
e topografia;
· 1:2000 e 1:5000 - Levantamentos aerofotogramétricos, projetos de
urbanismo e zoneamento.
1.4.
Qual a melhor escala?
Com a prática do desenho, a escolha da escala certa se torna um exercício
extremamente simples. A medida que a produção dos desenhos acontece,
a escolha fica cada vez mais acertada. Só uma dica: um prédio com
100 metros de comprimento (10.000 cm) para ser desenhado na escala
de 1:100, precisa de 1 metro (100 cm) de espaço disponível na folha
de papel para ser desenhado. Na de 1:50 o dobro. Assim você pode determinar
a prancha a ser utilizada.
2.
TRAÇADO
2.1.
Uso
O Desenho Arquitetônico é a forma de comunicação do arquiteto. Quando
o elaboramos estamos criando um documento. Este contem, na linguagem
de desenho, informações técnicas relativas a uma Obra Arquitetônica.
Esse desenho segue normas de linguagem que definem a representatividade
das retas, curvas, círculos e retângulos, assim como dos diversos
outros elementos que nele aparecem. Assim poderão ser perfeitamente
lidos pelos outros profissionais envolvidos na construção. Esses desenhos
podem ser realizados sobre uma superfície de papel, dentro de pranchas
na maioria das vezes em papel manteiga ou vegetal, ou na tela de um
micro computador, para posterior reprodução. Até bem pouco tempo,
eram executados de forma convencional, sobre pranchetas, com uso de
réguas, esquadros, lapiseira, compasso, caneta de nanquim, etc. Hoje
são digitalizados através da computação gráfica, em programas de computador
específicos, que quando reproduzidos devem ter as mesmas informações
contidas nos convencionais. Ou seja, os traços e os demais elementos
apresentados deverão transmitir todas as informações necessárias,
para a construção do objeto, com a mesma representatividade, nos dois
processos. No nosso curso de Desenho de Arquitetura da Bennett, utilizaremos
o aprendizado da técnica do desenho convencional, pois acreditamos
ser básica e fundamental para a compreensão inicial da linguagem do
desenho.
2.2.
As linhas
São os principais elementos do desenho arquitetônico. Além de definirem
o formato, dimensão e posicionamento das paredes, portas, janelas,
pilares, vigas e etc, determinam as dimensões e informam as características
de cada elemento projetado. Sendo assim, estas deverão estar perfeitamente
representadas dentro do desenho.
2.3.
Características das linhas
· Nas plantas, cortes e fachadas, para sugerir profundidade, as linhas
sofrem uma graduação no traçado em função do plano onde se encontram.
As em primeiro plano serão sempre mais grossas e escuras, enquanto
as do segundo e demais planos visualizados menos intensas; · Traço
forte - As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar,
nas plantas baixas e cortes, as paredes e todos os demais elementos
interceptados pelo plano de corte. No desenho convencional utilizamos
a pena 0.6. No desenho a lápis podemos desenha-la com o grafite 0.9,
traçando com a lapiseira bem vertical, podendo retraça-la diversas
vezes caso necessário; · Traço médio - As finas e escuras representam
elementos em vista ou tudo que esteja abaixo do plano de corte, como
peitoris, soleiras, mobiliário, ressaltos no piso, etc. São indicadas
as penas 0.2 e 0.3. A lápis usamos o grafite 0.5, num traço firme,
com a lapiseira um pouco inclinada, procurando gira-la em torno de
seu eixo, para que o grafite desgaste homogeneamente mantendo a espessura
do traço único; · Textos e outros elementos informativos podem ser
representados com traços médios, pena 0.3. Títulos ou informações
que precisem de destaque poderão aparecer com traço forte. · Nas paginações
de piso ou parede (azulejos, cerâmicas, pedras, etc), as juntas são
representadas por linhas finas. Utilizamos normalmente as penas 0.2
ou 0.1, traço muito fino e escuro.
2.4.
O melhor desenho
Sempre que possível o desenho deve estar bem paginado, dentro de pranchas
padronizadas com margens e carimbo com as informações necessárias.
Deve estar limpo e sem rasuras. Conter traços homogêneos, com espessuras
diferenciadas que identifiquem e facilitem a compreensão dos elementos
desenhados. Textos com caracteres claros que não gerem dúvidas ou
dupla interpretação. Dimensões e demais indicações que permitam a
boa leitura e perfeita execução da obra. Sempre que possível seguir
uma norma de desenho estabelecida, muito utilizadas nos escritórios
de arquitetura. Para quem está iniciando parece difícil mas com a
prática se torna um prazer.
3.
DESENHO A MÃO LIVRE
3.1.
Uso
Técnica de extrema importância para o Arquiteto, o Desenho Arquitetônico
a mão livre é fundamental em determinadas ocasiões. Muitas vezes somos
obrigados a criar ou complementar desenhos sem o suporte do equipamento.
Principalmente na obra quando o projeto está sendo executado, a não
interrupção da mesma, exige que muitos desenhos sejam alterados no
local, não dando tempo de revê-los no escritório. Quantas vezes temos
que desenhar nas paredes para podermos explicar, aos técnicos do canteiro,
determinados detalhes que não estão sendo compreendidos ou não foram
executados. Nas apresentações para clientes fatalmente temos que desenhar
algo, alguns detalhes e principalmente perspectivas. Muitos arquitetos
preferem desenhar plantas, cortes e detalhes a mão para posteriormente
serem desenhados definitivamente nas pranchas ou nos computadores.
3.2.
Técnica
Sobre uma folha de papel, segurar a lapiseira com firmeza e procurar
executar o traçado sempre com a mão apoiada, em traço único, firme,
em linhas não muito longas. A emenda dos traços podem apresentar um
pequeno afastamento, quase imperceptível, entre o fim de uma e o início
de outra. Procurar sempre olhar um pouco a frente do trecho que está
sendo desenhado e se possível ter uma referência de alinhamento (outra
linha próxima, a margem da folha etc). O importante é que as linhas
retas sejam realmente retas! Linhas ortogonais podem se cruzar, sem
exageros. Evite as chamadas linhas "cabeludas", aquelas que são traçadas
diversas vezes com movimentos de vai e vem. Os arcos e círculos são
os mais difíceis de serem feitos, mas com a mão bem apoiada, descrever
um arco é quase que um movimento natural. Não esqueça de sempre que
possível rodar um pouco a lapiseira para que a linha fique homogênea.
Outro cuidado importante é, sempre que possível, realizar o desenho
de cima para baixo. Ou seja, do desenho mais acima para o mais abaixo
da folha. Isso evita que a folha fique suja de grafite, em virtude
do manuseio. Em outros casos, dependendo da superfície, é aconselhável
o traçado com um lápis ou lapiseira com grafite mais macio. Um 6B
talvez. Nessas situações é difícil definir uma técnica, mas procurar
ter a mão apoiada é fundamental.
3.3.
Características das linhas
· As linhas devem, sempre que possível, estar caracterizadas. Assim
determinam a sua propriedade, facilitando a leitura do desenho; ·
Linhas fortes, grossas e escuras para trechos em corte; · Linhas médias,
finas e escuras para trechos em vista; · Linhas fracas, para ajudar
na construção; · Textos com letras claras e bem traçadas; e · Sempre
que possível entre margens e com carimbo.
3.
4. Aprimorando com a prática
Um bom desenho é fator primordial para um bom arquiteto. Assim
como a boa letra, as linhas devem fluir com bastante clareza e facilidade.
Não devemos ter medo de desenhar. O treino é de extrema importância
para o aperfeiçoamento. Sempre que possível devemos desenhar a mão
livre pois só assim perderemos a inibição. Esses desenhos, chamados
de croquis, as vezes são verdadeiras obras de arte. Portanto não vamos
nos restringir a desenhar com instrumentos ou no computador. Muitas
vezes conquistamos o cliente com um mero traço que realizamos.
4.
LETRAS DE MÃO
4.1.
Uso
Na década de 60, quando os desenhos de arquitetura passaram a ser
feitos a lápis em papel "Albanene", foi introduzida nas normas de
desenho dos escritórios de arquitetura do Rio de Janeiro, inicialmente
pelo escritório de Henrique Mindlin, um tipo de "letra de mão", que
praticamente aposentou os normógrafos. Ela se difundiu por todos os
demais e passou a ser chamada de "Letra de Arquiteto". O domínio dessa
"letra" era um pré-requisito para o estudante de arquitetura que queria
estagiar nos escritórios. É composta por caracteres próprios, que
apresentam pequenas inclinações em elementos que os compõem, determinando
assim a sua personalidade. São utilizadas na transmissão das informações
contidas nos desenhos, sob forma de textos ou números. Normalmente
elas aparecem nos desenhos, entre "linhas guia", em três dimensões:
2mm (dois milímetros) para locais onde o espaço para a escrita seja
bastante restrito; 3mm (três milímetros) a mais utilizada; e 5mm para
títulos, designações ou qualquer outro texto ou número que necessite
de destaque. São representadas sempre em "caixa alta" (letras maiúsculas),
como veremos abaixo. No "AUTOCAD", a fonte que possui características
semelhantes é a "CITYBLUEPRINT".
4.2.
Os elementos
As letras e os
números:

4.3.
Exemplos

4.
4. Exercício de "Letra de mão à lápis"
Mídia: papel manteiga, formato "A4" (21X29,7cm);
Apresentação: prancha emoldurada por margem de 1cm, sentido vertical;
Áreas de trabalho: trecho interno entre margens, dividido verticalmente
em três partes iguais;
Técnica:
- no terço superior, entre linhas guia de 2mm, afastadas entre si
2mm, preencher sequencialmente com letras e números de 2mm;
- no terço médio, entre linhas guia de 3mm, afastadas entre si 2mm,
preencher sequencialmente com letras e números de 3mm; e
- no terço inferior, entre linhas guia de 5mm, afastadas entre si
2mm, preencher sequencialmente com letras e números de 5mm.
5.
PLANTAS, CORTES E ELEVAÇÕES
5.1.
Uso
Como já vimos anteriormente, diversos documentos compõem um Projeto
de Arquitetura, entre eles as plantas, os cortes e as elevações ou
fachadas. Neles encontramos informações sob forma de desenhos, que
são fundamentais para a perfeita compreensão de um volume criado com
suas compartimentações. Nas plantas, visualizamos o que acontece nos
planos horizontais, enquanto nos cortes e elevações o que acontece
nos planos verticais. Assim, com o cruzamento das informações contidas
nesses documentos, o volume poderá ser construído. Para isso, devemos
neles encontrar indicadas as dimensões, designações, áreas, pés direitos,
níveis etc. As linhas devem estar bem diferenciadas, em função de
suas propriedades (linhas em corte ou vista) e os textos claros e
corretos.
5.
2. Os elementos
Planta Baixa - onde são indicadas as dimensões horizontais.
Este desenho é basicamente voltado para a execução. Contém todos os
elementos de projeto fundamentais para a obra. É o resultado da interseção
de um plano horizontal com o volume arquitetônico. Consideramos para
efeito de desenho, que este plano encontra-se a 1,50m de altura do
piso do pavimento que está sendo desenhado, e o sentido de observação
é sempre em direção ao piso (de cima para baixo). Então, tudo que
é cortado por este plano deve ser desenhado com linhas fortes (grossas
e escuras) e o que está abaixo deve ser desenhado em vista, com linhas
médias (finas e escuras). Sempre considerando a diferença de níveis
existentes, o que provoca uma diferenciação entre as linhas médias
que representam os desníveis. Assim, a linha da soleira é mais fina
que as do peitoril. Normalmente esses desenhos são identificados como:
Planta baixa do primeiro pavimento, Planta baixa da cozinha, Planta
baixa do hall dos elevadores, etc. Plantas Estes desenhos não necessáriamente
são voltados para a obra. Quando desenhamos uma planta, o plano horizontal
não precisa estar a 1,50m do piso como na planta baixa. No caso de
uma planta de situação por exemplo consideramos como se estivessemos
fazendo o desenho de uma vista aérea do terreno onde se encontra um
prédio, assim podemos indicar o seu posicionamento. Uma planta de
paginação de piso representa uma vista aérea do trecho da edificação
que receberá determinado acabamento de piso (cerâmica, pedra, etc),
assim mostraremos seu arranjo. Numa planta de cobertura, a vista aérea
de um telhado, e assim por diante. As linhas deverão estar sempre
caracterizadas.
Cortes - onde são indicadas as dimensões verticais. Pode ser
Geral ou Parcial. Neles encontramos o resultado da interseção do plano
vertical com o volume. A posição do plano de corte depende do interesse
de visualização. Recomendamos sempre passa-lo pelas áreas molhadas
(banheiro e cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores. Podem sofrer
desvios, sempre dentro do mesmo compartimento, para possibilitar a
apresentação de informações mais pertinentes. Podem ser Transversais
(plano de corte na menor dimensão do prédio) ou Longitudinais (na
maior dimensão). O sentido de observação depende do interesse de visualização.
Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar
sua visualização e interpretação.
Elevações ou Fachadas - podem aparecer dimensões verticais
e horizontais. É o desenho das projeções verticais e horizontais das
arestas visíveis do volume projetado, sobre um plano vertical, localizado
fora do elemento arquitetônico. Nelas aparecem os vãos de janelas,
portas, elementos de fachada, telhados assim como todos os outros
visíveis de fora da edificação.
5.3.
Outros
As perspectivas e as maquetes são também de extrema importância para
a visualização e compreensão de um projeto arquitetônico. Nelas temos
a visualização da terceira dimensão, o que não ocorre nas plantas,
cortes e fachadas já que são desenhos em 2D.
6.
PLANTA HUMANIZADA
6.1.
Uso
É o principal desenho voltado para a compreensão do projeto pelo leigo.
Normalmente o cliente é desconhecedor da linguagem arquitetônica,
portanto sem condições de visualizar perfeitamente as plantas baixas
voltadas para a construção. As plantas humanizadas o ajudam a perceber
as propostas de arranjos (lay-outs) para os ambientes, e também suas
proporções, já que os espaços deverão estar equipados com o máximo
de elementos possíveis (camas, cadeiras, mesas, objetos, cortinas,
etc.), de forma a facilitar sua compreensão. É importante que ele
possa perceber as dimensões dos espaços, o que ocorre quando percebe
a escala dos equipamentos colocados no interior. O desenho base, a
planta, deverá estar perfeitamente desenhada, com os traços fortes
e médios bem caracterizados. É também um desenho que necessita um
pouco de arte, já que será necessário desenhar os equipamentos de
forma clara e o mais próximo possível do real. "Quando na planta,
olharmos para um ambiente que seja um quarto, deveremos ter a leitura
perfeita do espaço em função dos equipamentos e mobiliário nele desenhado".
Idem para os demais, podendo até chegar ao ponto de desenharmos alguns
detalhes como pisos, tapetes, talheres, copos, garrafas, eletro-eletrônicos
e elementos de decoração. Estes desenhos, em conjunto com as perspectivas,
são também responsáveis pela venda do projeto, já que retratam os
espaços projetados.
6.2.
Técnicas de desenho
O desenho do mobiliário e demais peças fica a critério de cada
arquiteto. Muitos desenham esses elementos com instrumentos (régua
e esquadros) outros à mão livre. O importante é que sua visualização
seja clara e direta. Procurar sempre definir bem o caráter de cada
compartimento, mobiliando com as peças correspondentes e apresentando
um lay-out que atenda as necessidades. Os banheiros e cozinhas deverão
estar equipados e se possível com os pisos paginados. Os pisos poderão
aparecer também nos demais ambientes, caso tenham juntas visíveis.
Nos tapetes ou carpetes, juntas são invisíveis, sendo portanto indicado
apresentar como representação dessa superfícies as texturas correspondentes.
Esses desenhos não precisam de cotas, projeção de beiral e muito menos
a indicação dos compartimentos. Podem ser representados também pisos
externos e vegetações. Tomar cuidado para não "carregar" muito nas
linhas do mobiliário e outros acessórios, que deverão estar desenhadas
com linhas médias. As paginações de piso, soleiras ou qualquer outro
elemento que esteja no nível do piso não deverão ter muito destaque,
apresentando suavemente suas juntas.

6.3.
Apresentação
Estes
desenhos também podem ser apresentados coloridos, com sombras, padronagens,
texturas e etc. Para tanto podem ser usados diversos tipos de mídia.
No papel vegetal, o desenho das plantas e equipamentos podem ser feitos
à tinta e posteriormente finalizado com bastões de pastel óleo e lápis
de cor. Outros papéis texturizados podem ser usados com a aplicação de linhas
à tinta e massas de cores e texturas com lápis de cor aquarelado.
No computador, o CorelDraw é o programa mais indicado para a realização
desses desenhos. A planta pode ser feita no Autocad e importada para
o Corel para o tratamento final. A execução do desenho no 3Dstudio
é outra técnica um pouco mais trabalhosa, mas que apresenta resultados
surpreendentes. Todos os elementos representados em 3D como se fosse
uma maquete. Podemos nesse caso simular efeitos de luz e sombra e
alterar as texturas e cores da forma que desejarmos. Além disso a
base desse desenho também serve para a realização das perspectivas,
já que o espaço reduzido está construído. Basta colocar a camera na
posição desejada e renderizar. Procure a técnica que mais lhe agrada
e libere sua mão e criatividade que com certeza alcançará o objetivo
desejado.

7.
COTAS
7.
1. Uso
É a forma pela qual passamos nos desenhos, as informações referentes
as dimensões de projeto. São normalmente dadas em centímetros. Isso
porque nas obras, os operários trabalham com o "metro" (trena dobrável
com 2 metros de comprimento), que apresenta as dimensões em centímetros.
Assim, para quem executa a obra, usuário do "metro", a visualização
e aplicação das dimensões se torna mais clara e direta. Isso não impede
que seja utilizada outra unidade. Normalmente, para desenhos de alguns
detalhes, quando a execução requer rigorosa precisão, as dimensões
podem ser dadas em milímetros. Na hora de cotar, deve-se ter o cuidado
de não apresentar num mesmo desenho, duas unidades diferentes, centímetros
e metros por exemplo. As áreas podem e devem ser dadas em metros.
Assim, procurar sempre informar através de uma "nota de desenho" as
unidades utilizadas, como por exemplo: "cotas dadas em centímetros"
e "áreas em metros". As cotas indicadas nos desenhos determinam a
distância entre dois pontos, que pode ser a distância entre duas paredes,
a largura de um vão de porta ou janela, a altura de um degrau de escada,
o pé direito de um pavimento, etc.. A ausência das dimensões provocará
dúvida para quem executa, e na dificuldade de saná-las, normalmente
o responsável pela obra, extrai do desenho, a informação, medindo
com o metro, a distância desejada. Portanto, como já alertamos anteriormente,
não são indicadas, para os desenhos de projetos executivos, as escalas
de 1:25, 1:75, 1:125.
7.
2. Técnicas de desenho
As cotas, sempre que possível devem estar margeando os desenhos, ou
seja, fora do limite das linhas principais de uma planta, corte, ou
qualquer outro desenho. Isso não impede que algumas cotas sejam dadas
no interior, mas deve-se evitar, a fim de não dificultar a leitura
das informações. Na sua representação, são utilizadas linhas médias
para traçado das "linhas de cota" - que determina o comprimento do
trecho a ser cotado; "linhas de chamada" - que indicam as referências
das medidas; e o "tick" - que determina os limites dos trechos a serem
dimensionados. Nos desenhos, a linha de cota, normalmente dista 1cm
(1/1) da linha externa mais próxima do desenho. Quando isso não for
possível admite-se que esteja mais próxima ou mais distante, conforme
o caso. As linhas de chamada devem partir de um ponto próximo ao local
a ser cotado (mas sem tocar), cruzar a linha de cota e se estender
até um pouco mais além desta. O tick, sempre a 45 graus à direita,
cruza a interseção entre a linha de cota e de chamada. Este deve ter
um traçado mais destacado, através de uma linha mais grossa, para
facilitar a visualização do trecho cotado. Podem ser utilizados outros
tipos de representação que não seja o tick, contudo consideramos este
como o mais indicado. O texto deve estar sempre acima da linha de
cota, sempre que possível no meio do trecho cotado e afastado 2mm
da linha de cota. Caracteres com 3mm de altura.
7.3.
Apresentação

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