Uso
Técnica de extrema importância para o Projetista,
o Desenho a Mão Livre é fundamental em determinadas
ocasiões. Muitas vezes somos obrigados a criar ou complementar
desenhos sem o suporte do equipamento de desenho. Principalmente
na obra, quando o projeto está sendo executado. A sua
não interrupção exige que muitos desenhos
sejam alterados no local, não dando tempo de revê-los
no escritório. Quantas vezes temos que desenhar nas paredes
para explicarmos aos técnicos do canteiro, determinados
detalhes que não estão sendo compreendidos ou
não foram executados. Nas apresentações
para clientes fatalmente temos que desenhar algo, alguns detalhes
e principalmente perspectivas. Muitos arquitetos preferem desenhar
plantas, cortes, fachadas e detalhes a mão para posteriormente
serem desenhados definitivamente nas pranchas ou nos computadores.
Técnica
Sobre uma folha de papel, segurar a lapiseira com firmeza e
procurar executar o traçado sempre com a mão apoiada,
em traço único, firme, em linhas não muito
longas. A emenda entre os traços pode apresentar um pequeno
afastamento, quase imperceptível, entre o fim de uma
e o início de outra linha. Procurar sempre olhar um pouco
à frente do trecho que está sendo desenhado e
se possível ter uma referência de alinhamento (outra
linha próxima, a margem da folha etc). O importante é
que as linhas retas sejam realmente retas! Linhas ortogonais
podem se cruzar, sem exageros. Evite as chamadas linhas “cabeludas”,
aquelas que são traçadas diversas vezes com movimentos
de vai e vem. Os arcos e círculos são os mais
difíceis de serem feitos, mas com a mão bem apoiada,
descrever um arco é quase que um movimento natural. Não
esqueça de sempre que possível rodar um pouco
a lapiseira para que a linha fique homogênea. Outro cuidado
importante é, sempre que possível, realizar o
desenho de cima para baixo. Ou seja, do desenho mais acima para
o mais abaixo da folha. Isso evita que o papel fique sujo de
grafite ou tinta, em virtude do manuseio. Em outros casos, dependendo
da superfície de desenho é aconselhável
o traçado com um lápis ou lapiseira com grafite
mais macio, um grafite 6B talvez. Nestas ocasiões é
difícil definir uma técnica, mas procurar ter
a mão apoiada é fundamental.
Características
das linhas
As linhas devem, sempre que possível, estar caracterizadas.
Assim determinam a sua propriedade, facilitando a leitura do
desenho;
Linhas fortes, grossas e escuras para trechos em corte;
Linhas médias, finas e escuras para trechos em vista;
Linhas fracas, para ajudar na construção;
Textos com letras claras e bem traçadas; e
Sempre que possível entre margens e com carimbo.